sexta-feira, 25 de maio de 2018

Entrevista a Marisa barbeira

Marisa da Silva Barbeira, 28 anos, Licenciada e Mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Juíza estagiária no Tribunal de Setúbal. 
Sou apaixonada por livros e viagens. Adoro estar sozinha, talvez por isso tenha escolhido uma profissão que por muitos é vista como solitária. Os meus amigos e a minha irmã dizem que sou um pouco “ bicho do mato”, porque odeio falar ao telefone, raramente respondo a mensagens e também não sou adepta das redes sociais. 

1. Tiraste direito e agora estás a seguir magistratura. O que te levou a seguir Direito e mais especificamente a Magistratura? 
Não posso dizer que sou daquelas pessoas que desde sempre quis seguir Direito, razão pela qual no secundário optei pela área de ciências e tecnologias. No entanto, quando cerca de uma semana antes do final da data das candidaturas ao ensino superior, decidi seguir Direito (devo dizer, muito influenciada pelo meu pai), sempre soube que o meu objectivo passaria pela magistratura, em particular pela magistratura judicial. 
É uma profissão fascinante com tudo o que acarreta. É verdade que existe o peso da tomada de decisões que afectam de forma muitas vezes irreversível a vida das pessoas, sentenças que são proferidas de forma responsável e de acordo com aquela que é a verdade processual, que nem sempre corresponde à verdade real (o que muitas vezes não é compreendido pelos cidadãos), por outro lado, é inexplicável a sensação de - sempre de acordo com as determinações legais- fazer justiça no caso concreto. 

2. Num tempo de tantos desafios na justiça, o que consideras essencial para que as pessoas tenham uma percepção diferente (mais positiva) dela? 
Considero que o principal desafio dos Tribunais é hoje, como sempre foi, a realização da justiça no caso concreto. Ora, para quem julga existe uma consciência clara de que com as suas decisões haverá sempre alguém que ficará descontente. Também é notório que os meios de comunicação social manifestaram sempre uma particular apetência para noticiar os casos que correm menos bem, tentando de alguma forma descredibilizar o sistema judiciário. 
O que no meu ponto de vista deve tentar ser melhorado é a comunicação, isto é, devem ser os Tribunais a passar a mensagem em primeira mão para os cidadãos, não deixando isso para terceiros que a possam deturpar de acordo com critérios muitas vezes de duvidosa eticidade. 

3. Quando terminares a formação, imaginas o amanhã na Guarda? 
Ser juiz em Portugal implica que, pelo menos nos primeiros anos de exercício de funções, se percorra quase todo o país, pelo que nos próximos anos dificilmente conseguirei assentar numa cidade, nesse contexto a Guarda estará sempre no meu leque de opções. 

4. Como vês o (futuro) Interior e a Guarda por inerência? 
Antes de vir viver para Lisboa, achava e de certa forma continuo a achar que as diferenças são abissais. Não podemos comparar a dinâmicas destas duas cidades, mas também é verdade que se me perguntarem se gostava que a Guarda fosse igual a Lisboa, responderia que não. O interior, e a Guarda em particular, distinguem-se pelas suas particularidades, que não encontramos em nenhuma outra região do país. Na verdade, não gostaria de ir à Guarda e sentir que o ar que ali respiro é igual ao ar poluído que encontro todos os dias ao sair de casa, sentir os empurrões nos transportes públicos tamanha é afluência de pessoas- o que se tem acentuado com o acréscimo do turismo. 
No interior as pessoas são mais livres, de certa forma são “mais donas do seu tempo”. Mas também é verdade que as pessoas que vivem no interior não se sustentam com a qualidade do ar que respiram, é preciso mais. 
Também acredito que num futuro a médio-longo prazo as pessoas se começarão a afastar dos grandes centros urbanos- basta atentar ao que se passa com o mercado de arrendamento em Lisboa, onde os preços são impraticáveis. Talvez aí as pessoas percebam as potencialidades do interior e venhamos a ter um país menos assimétrico. 

5. Nascida e criada em Vila Mendo, que memórias reténs da infância?
Falar de Vila Mendo é falar de infância, adolescência e família. Foi aí que frequentei a escola primária e posteriormente o 5º e 6º ano na já extinta Telescola de Vila Fernando, vêm daí as minhas bases, foi aí que comecei a ganhar os valores que hoje me caracterizam. 
É aí que volto sempre e recordo os tempos em que era criança e descia a correr a rua que liga a casa dos meus avós à casa dos meus pais. E os meus pais nunca me deixam esquecer de onde vim, para ter sempre a certeza de que nunca me desviarei daquele que é o meu caminho. 

6. Como vês, que te diz Vila Mendo, hoje? 
Vila Mendo para mim hoje significa família, é aí que vivem os meus pais e os meus tios (Rosária e Manuel) são as pessoas que desde sempre (juntamente com os meus avós) fizeram e fazem parte da minha vida e que quando estou longe me fazem sentir uma dor no peito à medida que o tempo passa e os vejo envelhecer- principalmente os meus tios atendendo à idade que já têm, sem poder estar junto deles como desejaria.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Entrevistas

Amanhã, entrevista a uma Vilamendense: Marisa Barbeira, juíza estagiária no tribunal de Setúbal.

domingo, 20 de maio de 2018

Momentos XIV Encontro Motard


             Ao início da tarde de Sábado.




quarta-feira, 16 de maio de 2018

XIV Encontro Motard


Dias 18 e 19 de Maio vai realizar-se, em Vila Mendo, o XIV Encontro Motard. Sexta–feira actuarão os “Red mustang”. Sábado à tarde actuará a dupla ibérica “Robaz & the Frans. Nessa mesma tarde haverá Freestyle com Rui Santos da Guarda. À noite é a vez dos “Prós e Contras”” actuarem com espectáculo que muito promete. Pela noite dentro haverá striptease. A boa gastronomia regional também não irá faltar, bem como muita animação e bom ambiente. Este encontro insere-se numa linha de actuação que esta associação tem vindo a implementar e que pretende valorizar as gentes das nossas aldeias, os seus costumes e tradições, por forma a criar toda uma dinâmica que seja causa de enriquecimento para as comunidades do interior.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Momentos

                Zé "Albino", Mário Maria

sábado, 12 de maio de 2018

Melhoramentos

As obras para melhorar a cozinha 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Mês de Maria

Domingo
A religiosidade nas nossas terras ainda se vai mantendo fiel à tradição, apesar das gentes serem cada vez menos e os exemplos (alguns) dos pastores da grei não serem os melhores...

terça-feira, 8 de maio de 2018

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Almoço

No passado sábado, mais um almoço "do porco".

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Momentos (insólitos)

No meio da estreita ruela, só, a cabra pasta como se de um prado verdejante se tratasse!.. Impávida, serena e alheia dos transeuntes...  

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mês de Maria

"Enfeite", "Compor" da Capela
Começa o mês de Maio e começa-se a rezar o terço todos os dias.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Actividades do campo

Agora que vem o calor é tempo de semear/plantar os mais variados produtos hortícolas...

terça-feira, 24 de abril de 2018

Gentes de Cá

         Ana Francisca, Catarina, Telmo

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Almoço

Amanhã, sábado, realiza-se mais um almoço do "porco" que deriva da Festa do Chichorro.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Gentes de Cá

Afonso e Santiago
O futuro é já aí e é deles...

domingo, 15 de abril de 2018

Gentes de Cá- Tiago Gonçalves

     Júlio Pissarra e Tiago Gonçalves
O nosso conterrâneo e amigo, Tiago, foi eleito presidente da concelhia do PSD da Guarda. Independentemente das orientações políticas de cada qual, Vila Mendo regozija-se com tal.
O também conterrâneo e amigo, Júlio Pissarra, integra a sua equipa sendo secretário geral adjunto.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

terça-feira, 10 de abril de 2018

Prémio Guarda-rios 2018

O blogue "Crónicas do Noéme" (Márcio Fonseca- Rochoso) concorre ao Prémio Guarda-Rios 2018, promovido pela associação ambientalista Geota. 
Para votar é só ir AQUI até 19 de Abril. Vamos votar!

domingo, 8 de abril de 2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Momentos

O ano passado, no XIII Encontro Motard

terça-feira, 3 de abril de 2018

Momentos

Costa; Sra. Ana Maria; Júlio
No dia do Cozer do Pão.

quarta-feira, 28 de março de 2018

D. António dos Santos- anterior Bispo da Guarda

Faleceu o anterior Bispo da Guarda, D. António dos Santos; Bispo desta diocese entre 1980 e 2005. A sua vinda trouxe, entre outras coisas, uma nova dinâmica pastoral à nossa grei que ainda hoje se repercute.
Marcou afirmativamente aqueles que mais de perto privaram com ele, nomeadamente as várias gerações de sacerdotes que formou e ordenou.
Tive o privilégio de ser seu amigo, desde os tempos do Seminário do Fundão (baptizou o meu filho), pelo que julgo ser uma perda significativa para a Guarda e a diocese a sua partida. Não podendo estar presente na Guarda nas cerimónias, estarei unido,  em pensamento e oração, a tantos que, por certo, o acompanharão até à última morada.
As cerimónias fúnebres realizam-se hoje na Sé da Guarda pelas 15h, seguindo depois para Vagos (Aveiro) onde será sepultado.

domingo, 25 de março de 2018

Gentes de Cá

Paula Morais, Andrea Soares, Sara Soares

quinta-feira, 22 de março de 2018

A Forja

O que resta do sítio onde o Sr. Zé Monteiro, marido da Sra. Maria Ruas, tinha a forja onde forjava os mais diversos utensílios para as labutas agrícolas; num tempo em que as artes manuais eram preponderantes na dura peleja pela (sobre)vivência dos dias desapiedados, mas, talvez e por isso, quiçá... jucundos. 

terça-feira, 20 de março de 2018

Casas

Ainda assim, algumas casas estão a ser reconstruídas, nestas nossas terras cada vez mais cheias de nada...

sábado, 17 de março de 2018

Neve na Guarda


 Hoje, de madrugada, a Guarda acordava... mais bonita...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Coisas da Vida- correcção

O funeral do Sr. António Bragança vai ser em Vila Mendo amanhã, dia 16, às 15h, ficando sepultado no cemitério da freguesia e não, como erradamente referi ontem, em França.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Coisas da Vida

Faleceu hoje, na França, o Sr. António Bragança. Emigrado desde há muito, será lá a sua última morada. Recordo o homem afável, simpático  e simples. Vila Mendo continua a ficar mais pobre. Aos filhos: Isabel, Adelaide, Alcina, Ilda, Arlete e Zé Manuel, à esposa Sra. Mariana, aos muitos netos, aos demais familiares (e ao Michel  e ao Chico) os nossos pêsames sentidos.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Momentos

Agradecemos mais uma vez a todos aqueles que nos ajudaram nas Tabernas. 

sexta-feira, 9 de março de 2018

O Chá do Noéme- por Zé Vieira

José Afonso Vieira filho das nossas terras (Vila Fernando) preocupado com a desgraça que se abateu sobre o nosso rio Noéme, escreveu (há 6 anos!) uma estória/história sobre ele. Faz-nos reflectir sobre como tratamos os recursos naturais e, mais grave ainda, como tratamos as pessoas a expensas de um pretenso desenvolvimento. Impõe-se a pergunta: e o rio, car****?.. 
O "Chá do Noéme" por Zé Vieira.


Zé Chibas.
Carrancudo, de cigarro de enrolar ao beiço, pau de amieiro entalado no antebraço, pastor de cabras, desde os 12. E já lá vão 40!
Ele por ali anda, com 7 bichos cabrinos, magros, sebentos, e com as caganitas prezas nas patas traseiras, que fazem a vez de badalos. Apenas não chocalham.
Há um moinho ao longe, podre, velho, sem telhado e sem roda. Em vez de pão e moleiro, tem como companhia pedras caídas, telhas partidas, e silvas.
É Janeiro, e um lençol branco percorre a veiga, rente ao verde acastanhado da erva.
Faz um frio seco.
As Silvas e as giestas fazem de raids a um caminho de terra batida, principal via da aldeia, no tempo do Rei D. Sancho. Que por aqui andou também. Não a guardar cabras, mas de mula, a delimitar o concelho da Guarda. Dizem. Não sei se é verdade.
O caminho, dado a antigas realezas, serve agora para as cabras, algumas vacas, ciclistas citadinos e teenagers endiabrados montados em mulas mecânicas.
Ainda serve.
Quem não serve são as águas do Noéme, que se colam e serpenteiam o caminho.
-  O Rio desta cor  só nas enxurradas.... desta cor só nas enxurradas ..e era quando as havia. – Vocifera o Zé Chibas, apagando a beata molhada com a ponta do pau de amieiro, na erva branca da geada.
- Anda cá,  só para veres.
Vou, mais obrigado, que por livre vontade.
Galgamos umas silvas, uns juncos, uma bosta de vaca a fumegar, e paramos ao pé da água, que corre branda, espumosa e gorda.
O Zé agacha-se e com a cova da mão e leva a água ao meu nariz. – Cheira, cheira, e depois diz-me se tenho, ou não, razão.
Cheiro. Viro a cara para o lado. O odor é intenso. Uma mistura de tripas podres, químicos, curtumes, vísceras, carne putrefacta. Tudo banhado numa água de cor castanha avermelhada.
- Os filhos dum c..... Deviam chafurdar aqui e obrigá-los  a beber este cházinho! -  remata o Zé guardador de cabras e não de sonhos.
-Pois…. digo eu.
O pastor afasta-se com passos longos e alavancados pelo cajado.
Olha o rio com um ar desafiador e impotente.
Junta-se ao rebanho.
Assobia.
Três cabritos e uma cabra com tetas ovais vão ter com ele.
Todos, olham-me como um estranho, apesar de já conhecer o Zé há muito tempo.
Do canto do olho vejo-o retirar uma garrafa de vinho do bolso do casaco e beber um trago, limpando os beiços à manga da camisa.
E, lá, ao longe, na neblina da veiga, enchendo os pulmões com bafo de cabra e de nevoeiro, elevando o cajado o Zé ainda grita:

- Eu ainda me amanho com o tintol, e as cabras, caralho?
Uma nuvem, amedrontada, afasta-se e deixa brilhar um sol ajaneirado, de cor de vaca jarmelista.
Desta vez, talvez por nojo, ou por respeito ao pastor, o sol não se amanhou com o Noéme. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

O Chá do Noéme

Amanhã, "O Chá do Noéme" por Zé Vieira.

quarta-feira, 7 de março de 2018

terça-feira, 6 de março de 2018

Almoço

Sábado, dia 10, vamos fazer um almoço como forma de agradecimento a todos aqueles que, directa e indirectamente, nos ajudaram a concretizar a participação nas Tabernas do Entrudo.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Quotidianos

É vê-la num afã quase que extasiante para refrear a impetuosidade dos dois cães (mais acostumados a lançar boca a uma lebre ou codorniz...) que providencialmente atados com duas guitas corriqueiras, se debatem para o livramento de tais amarras, até para eles incomuns. E grita com eles e ameaça-os que não volta a trazê-los à rua... para passado pouco se debruçar sobre eles e os festejar... para passado pouco voltar a vociferar alto e bom som, num ciclo que parece não findar. Atrás, as cabras e as ovelhas; seguem-na, quase que indiferentes, como se fossem espectadoras assíduas de um espectáculo costumeiro, já habituadas aos desmandes de tais artistas.
-Oh Maria, olha que as tuas cabras andaram outra vez no meu lameiro!
-Coitadinhas, estavam com tanta fome. - responde, lesta e com olhar tão cândido que inibe qualquer reacção mais intempestiva de quem quer que seja.
- E os cães Maria? Presos com esses baraços?
- ... Senão fogem-me. Psiu, quetos... - os cães, irrequietos, puxam-na uma e outra vez e lá vai ela, quase que arrastada...
- Cabras dum raio! Pr`a cá... olha que... - e afasta-se a praguejar, indecisa de deixar os cães para ir atrás das cabras que, fartas do alarde, trepam as paredes aventurando-se num terreno verdejante, certas de que, com o avanço tido, podem começar a matar a larica...
É a Maria "do Tróia".

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

"Almoço do porco"

Sábado, dia 3, vai realizar-se um almoço decorrente da Festa do Chichorro/matança do porco. Adivinha-se uma tarde desportiva!..

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Gentes de Cá- Tiago Gonçalves

 
(Fotografia- Rádio Altitude)
O nosso conterrâneo e amigo,  Tiago Gonçalves, anunciou a sua candidatura à presidência da concelhia do PSD da Guarda. Competente, sério e honesto, ganhará com naturalidade.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Curiosidades

Os Portugueses sempre foram conhecidos pela capacidade de inovação e... de desenrasque. Os Vilamendenses não lhes ficam atrás! Agora que praticamente já não há burros para puxar as carroças, adaptam-se estas à modernidade... nada se perde, tudo se transforma...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Momentos- Tabernas do Entrudo


"As Velhas" do Aquilo Teatro ao pé de um dos grandes cortadores de presunto da nossa praça... uma técnica, uma precisão e uma tenacidade de realçar. Começou-o e acabou-o.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Agradecimento

Queremos agradecer às quase 30 pessoas que directa e indirectamente colaboraram na preparação e efectivação na actividade das Tabernas do Entrudo. Um envolvimento comunitário significativo para uma associação que provém da aldeia com o mais baixo número de habitantes, pensamos. Além do tempo, muitos ainda ofereceram vários produtos para o efeito. Uma abnegação e uma entrega de realçar. Bem-hajam. 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Vila Mendo nas Tabernas do Entrudo



 O chefe das Forças Armadas, General Pina Monteiro

 Presidente da Câmara, Vereador Sérgio Costa e o Director da Rádio Altitude